


{"id":988,"date":"2016-09-10T10:29:23","date_gmt":"2016-09-10T10:29:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.paroquiadesilgueiros.pt\/?p=988"},"modified":"2023-01-22T10:23:12","modified_gmt":"2023-01-22T10:23:12","slug":"musica-sacra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiadesilgueiros.pt\/?p=988","title":{"rendered":"M\u00fasica Sacra"},"content":{"rendered":"<div class=\"item-page\">\n<h2>\u00a0<\/h2>\n<h2><a href=\"http:\/\/leiria-fatima.pt\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=10511:afinal-que-musica-tocar-na-missa&amp;catid=79:noticias&amp;Itemid=671\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/leiria-fatima.pt\/media\/com_acymailing\/resized\/2016-09-07_musica-liturgica-cartagenothumb240x240.jpg\" alt=\"\" align=\"left\" border=\"0\" hspace=\"5\" \/><\/a><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Entrevista a Ant\u00f3nio Cartageno, respons\u00e1vel do Servi\u00e7o Nacional de M\u00fasica Sacra<\/strong><\/p>\n<h2>\u00a0<\/h2>\n<h2>Afinal, que m\u00fasica tocar na Missa?<\/h2>\n<div class=\"categoria\">Categoria: <a href=\"http:\/\/leiria-fatima.pt\/index.php?option=com_content&amp;view=category&amp;id=79&amp;Itemid=671\">Not\u00edcias<\/a><\/p>\n<div class=\"create\">Criado em 07-09-2016<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Entrevista a Ant\u00f3nio Cartageno, respons\u00e1vel do Servi\u00e7o Nacional de M\u00fasica Sacra<\/strong><\/p>\n<p>O que torna uma m\u00fasica apta a ser usada na Liturgia? H\u00e1 instrumentos proibidos nas celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas? Quais os erros mais comuns do uso da m\u00fasica ?<\/p>\n<p>Estas e outras quest\u00f5es s\u00e3o frequentemente levantadas por quem colabora na anima\u00e7\u00e3o da Liturgia. Para ajudar a esclarecer<\/p>\n<p>O Presente Leiria-F\u00e1tima foi esclarecer estas e outras quest\u00f5es junto do padre Ant\u00f3nio Cartageno, sacerdote da Diocese de Beja que \u00e9 um dos nomes cimeiros da m\u00fasica lit\u00fargica em Portugal.<\/p>\n<p>O tamb\u00e9m respons\u00e1vel do Servi\u00e7o Nacional de M\u00fasica Sacra faz uma leitura da realidade atual e diz que \u00e9 \u201cnecess\u00e1rio preparar mais pessoas para exercer o minist\u00e9rio da m\u00fasica sacra\u201d.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 a m\u00fasica sacra?<\/strong><\/p>\n<p>Segundo a Instru\u00e7\u00e3o Musicam Sacram (documento para a aplica\u00e7\u00e3o da reforma lit\u00fargica do Conc\u00edlio Vaticano II) \u201centende-se por m\u00fasica sacra aquela que, criada para o culto divino, possui as qualidades de santidade e perfei\u00e7\u00e3o de forma. Com nome de m\u00fasica sacra designam-se: o canto gregoriano, a polifonia sagrada antiga e moderna nos seus v\u00e1rios g\u00e9neros, a m\u00fasica sagrada para \u00f3rg\u00e3o e outros instrumentos admitidos, e o canto popular, sagrado ou lit\u00fargico e religioso.\u201d<\/p>\n<p><strong>De que forma a m\u00fasica e o canto ajudam na pr\u00e1tica religiosa?<\/strong><\/p>\n<p>O homem, criatura de Deus, est\u00e1 marcado pelo dedo do seu Criador. A maneira de soltar e exprimir essas marcas \u00e9 o sonho, a poesia, a m\u00fasica, a arte. A linguagem das artes e particularmente a da m\u00fasica, mais do que qualquer outra linguagem, aproxima o homem do mist\u00e9rio, da fonte da beleza, de que ele pr\u00f3prio participa. Deus \u00e9 pura Beleza. Deus \u00e9 Amor. Quem ama canta. Por isso o homem, marcado por Deus, canta ao seu Deus. A m\u00fasica sacra \u00e9, assim, uma media\u00e7\u00e3o que leva o homem a Deus e traz Deus ao homem.<\/p>\n<p>Como compositor, entendo que a m\u00fasica sacra \u00e9 feita para envolver as pessoas, para as tocar e provocar nelas a abertura \u00e0 transcend\u00eancia. Se \u00e9 verdadeira arte, ela n\u00e3o deve ficar pelo sentimento, pelo \u201cbonitinho\u201d, tem de ir mais fundo, apanhar a emo\u00e7\u00e3o, a sensibilidade, numa palavra: tocar o cora\u00e7\u00e3o, para o abrir a Deus e ao Seu mist\u00e9rio!<\/p>\n<p>O compositor que cria a obra, o coro, o cantor ou a simples comunidade de fi\u00e9is que canta devem faz\u00ea-lo de modo a transmitir uma mensagem de beleza e de santidade que provoque a admira\u00e7\u00e3o, a como\u00e7\u00e3o, a adora\u00e7\u00e3o de Deus, a glorifica\u00e7\u00e3o, ajudando a assembleia a aproximar-se de Deus e a experimentar a sua presen\u00e7a. A M\u00fasica Sacra deve, portanto, cumprir o fim que lhe atribuem os documentos da Igreja, sobretudo a Constitui\u00e7\u00e3o sobre a Sagrada Liturgia do Conc\u00edlio Vaticano II: \u201cA gl\u00f3ria de Deus e a santifica\u00e7\u00e3o dos homens\u201d (S.C. 112).<\/p>\n<p><strong>Como classifica o atual repert\u00f3rio lit\u00fargico musical em Portugal?<\/strong><\/p>\n<p>Creio poder afirmar que estamos no bom caminho. Desde os anos 70 do s\u00e9c. XX que temos musicados todos os salmos responsoriais; o essencial da m\u00fasica para a Liturgia das Horas tamb\u00e9m est\u00e1 acess\u00edvel, em 3 livros volumosos; para o Pr\u00f3prio da Missa est\u00e3o publicados 2 livros com muitas propostas interessantes e para o Ordin\u00e1rio da Missa est\u00e1 pronto a sair um livro tamb\u00e9m com muitas propostas com v\u00e1rios n\u00edveis de exig\u00eancia. Constata-se que a oferta de repert\u00f3rio lit\u00fargico-musical entre n\u00f3s \u00e9 j\u00e1 muito abundante e de razo\u00e1vel qualidade, nada ficando a dever ao que se faz noutros pa\u00edses da Europa. Sublinhe-se, a prop\u00f3sito, o testemunho imparcial de estrangeiros que nos visitam e participam nas nossas liturgias e manifestam a sua admira\u00e7\u00e3o e apre\u00e7o pelo que v\u00eaem e ouvem\u2026<\/p>\n<p>\u00c9 certo que uma coisa \u00e9 haver repert\u00f3rio e outra \u00e9 p\u00f4-lo em pr\u00e1tica. Mas \u00e9 ineg\u00e1vel uma certa melhoria \u2013 lenta mas progressiva \u2013 nos \u00faltimos 25 a 30 anos, se compararmos com a pobreza musical das duas primeiras d\u00e9cadas do p\u00f3s-conc\u00edlio.<\/p>\n<p><strong>O repert\u00f3rio que existe n\u00e3o \u00e9 posto em pr\u00e1tica?<\/strong><\/p>\n<p>A\u00ed \u00e9 que est\u00e1 o problema! Muita gente, como n\u00e3o tem forma\u00e7\u00e3o, vai pelo mais f\u00e1cil e imediato. Recorre-se com frequ\u00eancia a m\u00fasica predominantemente r\u00edtmica, inspirada em modelos profanos, por vezes com textos muito pobres, e ignora-se por completo a proposta lit\u00fargica. Ou ent\u00e3o v\u00e3o-se repetindo quase sempre os mesmos c\u00e2nticos, por vezes desfasados do contexto celebrativo.<\/p>\n<p>Felizmente tamb\u00e9m h\u00e1 muitas comunidades com pessoas preocupadas em cantar os c\u00e2nticos pr\u00f3prios de cada domingo e h\u00e1 v\u00e1rias propostas na internet e em jornais diocesanos que ajudam a uma escolha cuidada e criteriosa.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u201cAlgu\u00e9m disse que as celebra\u00e7\u00f5es do matrim\u00f3nio\u00a0est\u00e3o a tornar-se uma selva\u00a0onde tudo pode acontecer no campo da m\u00fasica!\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que h\u00e1 ainda a fazer a este n\u00edvel?<\/strong><\/p>\n<p>Claro que nem tudo s\u00e3o rosas. H\u00e1 ainda muita coisa a melhorar. Pela falta de forma\u00e7\u00e3o musical e lit\u00fargica, em muitos grupos e comunidades celebrantes h\u00e1 ced\u00eancias \u00e0 ligeireza e \u00e0 superficialidade. Muitos fazem o que podem, mas contentam-se com os m\u00ednimos. \u00c9 necess\u00e1rio prepararmos mais pessoas para exercer o minist\u00e9rio da m\u00fasica sacra e \u00e9 tamb\u00e9m necess\u00e1ria mais aten\u00e7\u00e3o e empenho por parte dos pastores.<\/p>\n<p>Um sector onde as coisas n\u00e3o v\u00e3o muito bem: as celebra\u00e7\u00f5es dos casamentos, que est\u00e3o invadidas de m\u00fasica comercial, completamente fora do contexto lit\u00fargico, muitas vezes com grupos que anunciam os seus servi\u00e7os na internet, mas n\u00e3o est\u00e3o ligados \u00e0 pr\u00e1tica regular da m\u00fasica sacra. Depois, o repert\u00f3rio \u00e9 o que se sabe&#8230; Algu\u00e9m disse que as celebra\u00e7\u00f5es do matrim\u00f3nio est\u00e3o a tornar-se uma selva onde tudo pode acontecer no campo da m\u00fasica! A prop\u00f3sito, o Secretariado Nacional de Liturgia est\u00e1 a preparar uma colet\u00e2nea de propostas musicais que poder\u00e3o dar resposta a esta situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O que pode ser feito para melhorar a qualidade da m\u00fasica nas par\u00f3quias?<\/strong><\/p>\n<p>Pode ser criado um pequeno grupo de pessoas capazes de assegurar o canto. Depois, preparar, formar, ou proporcionar forma\u00e7\u00e3o a essas pessoas no campo espec\u00edfico da m\u00fasica. Para isso, as Par\u00f3quias ter\u00e3o de investir algum dinheiro. \u00c9 preciso semear para depois colher os frutos. Sem pessoas minimamente preparadas (organistas, diretores de coro\/assembleia) n\u00e3o poder\u00e1 ser boa a qualidade da m\u00fasica das nossas celebra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c9 importante come\u00e7ar pelas crian\u00e7as: s\u00e3o as que est\u00e3o mais receptivas e que aprendem melhor. Um coro de crian\u00e7as numa par\u00f3quia \u00e9 uma verdadeira b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus! Tamb\u00e9m o celebrante deve fazer um esfor\u00e7o por cantar bem o que lhe compete na celebra\u00e7\u00e3o. Antes de cada celebra\u00e7\u00e3o dominical deve assegurar-se um breve mas pedag\u00f3gico ensaio \u00e0 assembleia.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 instrumentos proibidos nas celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas?<\/strong><\/p>\n<p>Atrav\u00e9s da hist\u00f3ria, a proibi\u00e7\u00e3o ou aceita\u00e7\u00e3o dos instrumentos na liturgia esteve dependente sobretudo da sua conota\u00e7\u00e3o psico-sociol\u00f3gica e da sensibilidade da Igreja em cada \u00e9poca.<\/p>\n<p>A Igreja prefere instrumentos que estejam, segundo a tradi\u00e7\u00e3o, ligados \u00e0 vida religiosa do homem. Ela sabe que os instrumentos usados em determinado contexto assumem o significado desse mesmo contexto. Assim se compreende que muitos instrumentos tenham sido proibidos na liturgia \u2013 e continuem a s\u00ea-lo \u2013 pelo simples facto de estarem conotados com situa\u00e7\u00f5es ou viv\u00eancias muito distantes da cultura.<\/p>\n<p>Tendo em conta que a Palavra de Deus tem na liturgia o primeiro lugar, nada se podendo sobrepor-lhe, encobrindo-a, minimizando-a ou neutralizando-a:<\/p>\n<p><strong>E que instrumentos s\u00e3o esses?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o devem usar-se na celebra\u00e7\u00e3o Eucar\u00edstica instrumentos que estejam ligados a contextos profanos, estranhos \u00e0 liturgia. Por exemplo: acordeon, guitarras el\u00e9tricas, baterias, certo tipo de registos de \u00f3rg\u00e3o (vibrato).<\/p>\n<p><strong>Que instrumentos se devem preferir?<\/strong><\/p>\n<p>O \u00f3rg\u00e3o de tubos, o \u00f3rg\u00e3o eletr\u00f3nico que se lhe assemelhe, o quarteto de metais, a viola cl\u00e1ssica (dedilhada), a flauta transversal e a de bisel, as cordas da orquestra, s\u00e3o instrumentos que se devem preferir para a liturgia por raz\u00f5es hist\u00f3ricas, t\u00edmbricas, vivenciais e culturais. Tamb\u00e9m algumas palhetas poderiam entrar nestes instrumentos. O clarinete e mesmo o obo\u00e9, em passagens sol\u00edsticas, n\u00e3o ficariam mal.<\/p>\n<p>Pela minha pr\u00f3pria experi\u00eancia posso dizer que o uso dos instrumentos na liturgia pode ter um leque muito variado de combina\u00e7\u00f5es. Tudo depende do c\u00e2ntico e do momento ritual em que ele se insere.<\/p>\n<p><strong>Os compositores lit\u00fargicos s\u00e3o uma esp\u00e9cie em vias de extin\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>De modo algum! No n\u00ba 12 da sua Carta aos Artistas, sob o t\u00edtulo \u201cA Igreja precisa da arte\u201d, o Papa S. Jo\u00e3o Paulo II escreveu:<\/p>\n<p>\u201cA Igreja tem necessidade dos m\u00fasicos. Quantas composi\u00e7\u00f5es sacras foram elaboradas, ao longo dos s\u00e9culos, por pessoas profundamente imbu\u00eddas pelo sentido do mist\u00e9rio! Crentes sem n\u00famero alimentaram a sua f\u00e9 com as melodias nascidas do cora\u00e7\u00e3o de outros crentes, que se tornaram parte da Liturgia\u2026\u201d .<\/p>\n<p>Mas, digo eu, a hist\u00f3ria continua e o mesmo Esp\u00edrito criador de Deus que, nos 20 s\u00e9culos da tradi\u00e7\u00e3o da Igreja, suscitou em tantas pessoas o dom da m\u00fasica para o Seu louvor, continua a suscitar nos crentes, tamb\u00e9m no nosso tempo, voca\u00e7\u00f5es para a m\u00fasica sacra. Elas a\u00ed est\u00e3o, um pouco por toda a parte, e tamb\u00e9m em Portugal\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que torna uma m\u00fasica apta para ser usada na liturgia?<\/strong><\/p>\n<p>Uma m\u00fasica s\u00f3 \u00e9 apta para usar na liturgia se ajudar a elevar o esp\u00edrito dos fi\u00e9is a Deus, se fomentar na assembleia o esp\u00edrito comunit\u00e1rio, se solenizar verdadeiramente as celebra\u00e7\u00f5es, enfim, se tem as caracter\u00edsticas exigidas pela Igreja:<\/p>\n<p><strong>A santidade<\/strong>: o sentido da ora\u00e7\u00e3o, da dignidade, da beleza.<\/p>\n<p><strong>A bondade das formas<\/strong>, que seja verdadeira arte, que tenha valor objetivo, isto \u00e9, que seja fiel \u00e0s leis da linguagem musical.<\/p>\n<p><strong>A ades\u00e3o aos textos<\/strong>, que ajude a enaltecer o texto.<\/p>\n<p>Que seja <strong>fator de comunh\u00e3o<\/strong>, que comova e exalte.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Papa S. Jo\u00e3o Paulo II escrevia na sua Carta Apost\u00f3lica sobre a santifica\u00e7\u00e3o do domingo: \u201c H\u00e1 que ter a preocupa\u00e7\u00e3o da qualidade, tanto no que se refere aos textos como \u00e0s melodias, para que tudo aquilo que de criativo e original hoje se prop\u00f5e, esteja de acordo com as disposi\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas e seja digno da tradi\u00e7\u00e3o eclesial que, em mat\u00e9ria de m\u00fasica sacra, se gloria de um patrim\u00f3nio de valor inestim\u00e1vel.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>5 erros comuns do uso da m\u00fasica lit\u00fargica<\/h1>\n<p><strong>Por Ant\u00f3nio Cartageno<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>N\u00e3o respeitar o justo andamento dos c\u00e2nticos<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 um dos erros mais comuns. Muitas vezes canta-se demasiado lento, outras exageradamente apressado. H\u00e1 c\u00e2nticos bons que ficam completamente estragados pela fraca interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o respeitar o ritmo e a din\u00e2mica das palavras<\/strong><\/p>\n<p>Este erro acontece mesmo em coros com alguma prepara\u00e7\u00e3o, quando, por exemplo, se acentuam s\u00edlabas finais que, normalmente s\u00e3o \u00e1tonas (leves) por natureza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>M\u00e1 articula\u00e7\u00e3o do texto<\/strong><\/p>\n<p>O que o torna pouco claro e compreens\u00edvel. Muitas vezes, tamb\u00e9m n\u00e3o se respeita o ritmo da frase, respirando em momentos inadequados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o se respeitar a m\u00fasica que est\u00e1 escrita,<\/strong><\/p>\n<p>Roubando tempo nos pontos de aumenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Desafina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Um dos erros mais aflitivos, especialmente nas notas agudas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Algumas dicas<\/h2>\n<p>Nas Eucaristias dos Encontros Nacionais de Liturgia de F\u00e1tima dos \u00faltimos anos t\u00eam-se feito algumas interessantes experi\u00eancias, aproveitando os instrumentistas que participam no Encontro. Refiro algumas:<\/p>\n<p>&#8211; O \u00f3rg\u00e3o, naturalmente, e alguns apontamentos de trompete nas partes mais exuberantes do texto e da m\u00fasica, particularmente nas aclama\u00e7\u00f5es, (Santo, Aleluia, \u00c1men final da An\u00e1fora\u2026), pelo facto de, por sua natureza, deverem integrar elementos de ordem emotiva.<\/p>\n<p>&#8211; \u00d3rg\u00e3o, trompete e flauta, para os cantos processionais (Entrada e Comunh\u00e3o) e para o Gl\u00f3ria, poder\u00e3o dar um tom festivo alegre e majestoso \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o\u2026<\/p>\n<p>&#8211; \u00d3rg\u00e3o e\/ou clarinete, ou flauta, ou violino, por ex. para o Salmo Responsorial. O recitativo do Salmo requer um acompanhamento muito discreto e contido, com um uso s\u00e1bio e equilibrado dos registos do \u00f3rg\u00e3o, de modo a que a Palavra proclamada chegue corretamente \u00e0s pessoas.<\/p>\n<p>&#8211; No Salmo tamb\u00e9m ficaria bem uma viola cl\u00e1ssica (guitarra dedilhada), mas bem tocada, usando arpejos\u2026.<\/p>\n<p>&#8211; O grupo de metais, com ou sem \u00f3rg\u00e3o, fica sempre bem nas aclama\u00e7\u00f5es e nos refr\u00f5es dos c\u00e2nticos, criando um clima vibrante, solene e majestoso\u2026<\/p>\n<div class=\"attachmentsContainer\">\u00a0<\/div>\n<div class=\"createdby\">Diogo Carvalho Alves | Presente Leiria-F\u00e1tima<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Entrevista a Ant\u00f3nio Cartageno, respons\u00e1vel do Servi\u00e7o Nacional de M\u00fasica Sacra \u00a0 Afinal, que m\u00fasica tocar na Missa? Categoria: Not\u00edcias Criado em 07-09-2016 Entrevista a Ant\u00f3nio Cartageno, respons\u00e1vel do Servi\u00e7o Nacional de M\u00fasica Sacra O que torna uma m\u00fasica apta a ser usada na Liturgia? H\u00e1 instrumentos proibidos nas <a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/www.paroquiadesilgueiros.pt\/?p=988\"> Read more &rarr; <\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paroquiadesilgueiros.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/988"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paroquiadesilgueiros.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paroquiadesilgueiros.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiadesilgueiros.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiadesilgueiros.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=988"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.paroquiadesilgueiros.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/988\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4862,"href":"https:\/\/www.paroquiadesilgueiros.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/988\/revisions\/4862"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paroquiadesilgueiros.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=988"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiadesilgueiros.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=988"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiadesilgueiros.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=988"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}